Palestra Consciência Negra : E.E. Rosa Francisco Mano

No dia 29 de Novembro de 2018, no período da manhã, recebemos na Rosa Mano os palestrantes “Vandir Serra” e “Maria Ilda dos Santos” ambos fazem parte do Movimento Coletivo Zumbi e Dandara de Diamante do Norte.

Os alunos foram organizados em dois grandes grupos para que pudessem aproveitar e interagir com os palestrantes.

A abordagem da palestra considerou o Sincretismo religioso, bem como o contexto social e interferência histórica na vida do negro.

A equipe da escola agradece aos palestrantes pela fala tão significativa e disposição em nos atender.

A funcionária da escola Tereza dos santos Góis nos presenteou com seu depoimento e o aluno Felipe Feitosa nos emocionou com seu poema:

Me pediram pra fazer o trabalho de Horácio

Antigo poeta do mundo Romano

Nesse momento eu era Inácio

Batalhando contra Francisco Romano

Na história havia um questionamento no posfácio

Por acaso estava escrito em Romano?”

Já havia sido definido no prefácio

Pensamento errado esse sobre um povo Ariano”

Era 1500

invasão de Pindorama

Hoje só restam fragmentos

Daquele drama

Vários eventos

Concebendo a “disgrama”

Com o apoio da religião

Foi “pei, tau, pou”

Nativos no chão

E o sangue estampou

Nas nossas mãos

O sangue jorrou

E aí irmão

Alguém já se desculpou ?

Se desculparam pelas caravelas?

Ou pelos negreiros?

Negros eram bagatelas

Homens trocados por dinheiro

Definidos com falsas mazelas

Jogados em chiqueiros

Condenados, viviam em senzalas

Pela liberdade faziam piseiro

Quilombos viraram favelas

Zumbi, grande guerreiro

E foi assim com muitas sequelas

Que chegaram os Africanos pioneiros

Querem definir as coisas como preto no branco

Sabendo que a muitos tons de cinzas entre essas cores

Queriam alguém que fosse franco

Porque não se combate violência com flores

Mas sim com pessoas como Marielle Franco

Que lutava pelo povo e suas dores

E foi seculo passado que negros e brancos foram separados 

No berço do mundo, África do sul 

Mas existiu um homem Mandela com ideais centrados

Era de lato sensu

E tinha um senso lado

Mudou seu país, tá?

Mereceu o título, Tata

Homem democrata

Mente sensata

Pele mulata

E um resultado

Uma nação grata

Mataram King foi “tá tá tá”

Existiu um grande mártir

Martin não podia admitir

Que aqueles pensamentos pudessem sortir

Lutou para que os direitos negros pudessem existir

E a luta entrou de luto por Luther quando ele veio a partir

A parte da luta de Malcom X negro militante

Não deixou e não vai deixar de ser importante

Viveu a vida do estereótipo negro constante

Mas mudou e mudou o mundo em instantes

E como não lembrar de Rosa Parks

Os ônibus de Montgomery o boicote 

Já estava entre os craques 

E não foi por sorte

E a inspiração desse símbolos, Mahatma Gandhi

De estatura pequena e coração grande 

Sua luta era calma mas nunca se abrande

Sempre se expande 

Trancado no hospício tipo Amadeus

Eu relembrava os gloriosos hinos de Mauro Matheus

E porque Deus?”

Mano porque mais um dos meus?”

Era a voz da favela quando sabota faleceu

Polícia sai do pé… policia sai do pé

Porque é difícil ter que driblar o mundo como fazia o rei Pelé

Poucos mantém a fé

Mesmo assim muitos se mantém de pé

Mesmo com a dor seguem fortes como na favela da Maré

Rap é compromisso não é viagem

Sua letras Sabotage

Serão pra sempre uma mensagem

Na mais perfeita dosagem

Cortem as raízes do preconceito com um machado

Pois vocês estão mais errados que Bentinho

Um homem paranóico como contou Machado

O mulato que nós deu uma parte da cultura e literatura do seu jeitinho

E ela que simplesmente surgiu

Melhor… Apareceu nas margens do Rio

O escravo depois de muito tempo sorriu

Pois certeza que alguém os ouviu

Era Nossa Senhora Aparecida

Vós concebendo uma nova vida

Menos sofrida

Era sua sem nenhuma dívida

É chegada a hora de tirar nossa nação das trevas da injustiça racial.”

Zumbi dos Palmares